sábado, 23 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Pessoa certa ...... hora errada
Encontrei a pessoa certa...
no pior momentoq eu poderia ter encontrado.
Nossos corações se comunicam...
nossos pensamentos se misturam...
nossos olhos não mentem.
Mas não é o momento.
Lá vai o meu coração, de novo.... sufocar um sentimento!
Sei q ainda vai "doer" por um tempo...
mas passa...
afinal...
"a dor é inevitável.... o sofrimento é opcional!".
optei por não sofrer.
.
no pior momentoq eu poderia ter encontrado.
Nossos corações se comunicam...
nossos pensamentos se misturam...
nossos olhos não mentem.
Mas não é o momento.
Lá vai o meu coração, de novo.... sufocar um sentimento!
Sei q ainda vai "doer" por um tempo...
mas passa...
afinal...
"a dor é inevitável.... o sofrimento é opcional!".
optei por não sofrer.
.
sábado, 9 de maio de 2009
Eu...
Como não é surpresa pra muitos, sou fã de uma escritora e poetisa maravilhosa chamada Carine Morandi (Cáh Morandi).
Vi um texto no perfil do Orkut dela e virei mais fã ainda...
Acabei "plageando" (de novo) e fiz um texto bem parecido, mas falando de mim.
Quem é a "Kéli Graziéli"?
Tão difícil expressar... mas acho que coloquei tudo aí no texto....
e acho q vale a pena ler...
Bjão!!!
Meus olhos fecham quando dou risada.
Gosto de vermelho nas unhas e cores claras no rosto. Gosto de cores.
Tenho uma marca de vacina no braço direito.
Quero uma tatuagem nas costas.
Tenho uma vida dura, mas às vezes amanhece leve.
Quase me graduei em Pedagogia, Filosofia e Musicoterapia.
Hj estudo história e, por enquanto... to gostando.
Trabalho na área administrativa.
Amo o q faço e estou feliz com o meu trabalho... mas queria ser "mais".
Canto por prazer! Amo cantar.
Sou multi. Sou pluri.
Acredito em Deus.
Rôo as unhas.
Gosto mais do inverno.
Viajar é comigo mesmo.
Dançar? Estou sempre dentro.
Me considero uma super amiga, daquelas que estão junto para o que der e vier.
Também sou boa filha, boa irmã, boa neta, sobrinha e tenho uma leve desconfiança de que sou boa mãe. Tenho filhos: dois.
Preciso encontrar um grande amor urgentemente.
Preciso até os quarenta, ter uma casa no campo, toda a coleção do Chico Buarque, e decidir o que realmente o quero ser.
Meus cabelos são crespos, às vezes cacheados, às vezes ondulados, às vezes eu também não sei.
Sou louca por sapatos. Gosto de salto alto, salto altíssimo, de rasteirinhas e de tênis.
Amo vestidos.
Sou louca por jeans.
Tem dias que prefiro Marisa Monte, outros que prefiro Alanis.
Sou a pessoa mais eclética que conheço depois do meu pai.
Vivo e morro pela minha família.
Escuto e respeito os mais velhos. Embora se possa aprender muito também com os mais novos.
Acho que sou madura demais para minha idade. Imatura demais para lidar com saudades.
Amo ler e tenho fissura por comprar livros.
Me odeio quando acordo de mal humor.
Sou pontual.
Detalhista.
Intensa.
Sou doce, mas se precisar tenho garras.
Eu oro.
Eu confio primeiro, para depois perceber que realmente foi tempo perdido.
Se Deus me ajudar, devo ganhar na mega sena esse ano.
Dinheiro não é tudo, mas ajuda.
Estou feliz, mas quando não estou, estou pelo menos tentando ser.
Me arrependo de algumas coisas que fiz, mas me arrependeria muito mais se ficasse na dúvida de pensar como seria.
Amo pizza.
Amo cinema.
Amo assistir trezentas vezes o mesmo filme.
Amo passear.
Amo amar.
Amo o dom de amar.
De poder amar.
De dar amor ao mundo das pessoas.
Fico feliz em deixar alguém feliz.
Sinceramente, eu acho que vou longe.
Tenho uma esperança incrível, uma fé inatingível e uma vontade que não me engana.
¤ (Adaptado C.M.)¤
¤
Vi um texto no perfil do Orkut dela e virei mais fã ainda...
Acabei "plageando" (de novo) e fiz um texto bem parecido, mas falando de mim.
Quem é a "Kéli Graziéli"?
Tão difícil expressar... mas acho que coloquei tudo aí no texto....
e acho q vale a pena ler...
Bjão!!!
Meus olhos fecham quando dou risada.
Gosto de vermelho nas unhas e cores claras no rosto. Gosto de cores.
Tenho uma marca de vacina no braço direito.
Quero uma tatuagem nas costas.
Tenho uma vida dura, mas às vezes amanhece leve.
Quase me graduei em Pedagogia, Filosofia e Musicoterapia.
Hj estudo história e, por enquanto... to gostando.
Trabalho na área administrativa.
Amo o q faço e estou feliz com o meu trabalho... mas queria ser "mais".
Canto por prazer! Amo cantar.
Sou multi. Sou pluri.
Acredito em Deus.
Rôo as unhas.
Gosto mais do inverno.
Viajar é comigo mesmo.
Dançar? Estou sempre dentro.
Me considero uma super amiga, daquelas que estão junto para o que der e vier.
Também sou boa filha, boa irmã, boa neta, sobrinha e tenho uma leve desconfiança de que sou boa mãe. Tenho filhos: dois.
Preciso encontrar um grande amor urgentemente.
Preciso até os quarenta, ter uma casa no campo, toda a coleção do Chico Buarque, e decidir o que realmente o quero ser.
Meus cabelos são crespos, às vezes cacheados, às vezes ondulados, às vezes eu também não sei.
Sou louca por sapatos. Gosto de salto alto, salto altíssimo, de rasteirinhas e de tênis.
Amo vestidos.
Sou louca por jeans.
Tem dias que prefiro Marisa Monte, outros que prefiro Alanis.
Sou a pessoa mais eclética que conheço depois do meu pai.
Vivo e morro pela minha família.
Escuto e respeito os mais velhos. Embora se possa aprender muito também com os mais novos.
Acho que sou madura demais para minha idade. Imatura demais para lidar com saudades.
Amo ler e tenho fissura por comprar livros.
Me odeio quando acordo de mal humor.
Sou pontual.
Detalhista.
Intensa.
Sou doce, mas se precisar tenho garras.
Eu oro.
Eu confio primeiro, para depois perceber que realmente foi tempo perdido.
Se Deus me ajudar, devo ganhar na mega sena esse ano.
Dinheiro não é tudo, mas ajuda.
Estou feliz, mas quando não estou, estou pelo menos tentando ser.
Me arrependo de algumas coisas que fiz, mas me arrependeria muito mais se ficasse na dúvida de pensar como seria.
Amo pizza.
Amo cinema.
Amo assistir trezentas vezes o mesmo filme.
Amo passear.
Amo amar.
Amo o dom de amar.
De poder amar.
De dar amor ao mundo das pessoas.
Fico feliz em deixar alguém feliz.
Sinceramente, eu acho que vou longe.
Tenho uma esperança incrível, uma fé inatingível e uma vontade que não me engana.
¤ (Adaptado C.M.)¤
¤
sábado, 11 de abril de 2009
"Muitas chances numa única chance" - Fabrício Carpinejar
Qualquer coisa que estraga em sua casa, minha mãe chama o Leonel.
Telhados, ar condicionado, piso, rachaduras, ventiladores de teto.
Ele mora na mesma quadra e nunca demora a vir.
Enquanto cimentava a escada do pátio, Leonel levantava altivamente o rosto quando provocava a figura materna.
Atento, gargalhava a cada disparo de afeto.
Ao guardar a pá e o carrinho de mão, confessou: - Minha mãe morreu quando nasci. Vejo vocês e tenho saudade da saudade.
Partilho semelhante inveja.
Quando vou sozinho a um restaurante, não canso de espiar as conversas de casais. Eu me interesso pelos assuntos mais frívolos. Ponho a mão no queixo, o guardanapo nos joelhos e admiro o espetáculo da intimidade. O amor que pode ser amor ali, acontecendo em minha frente entre descrições de trabalho e confissões de meio-dia. O amor ali, camuflado e prosaico, mas devidamente forte para atravessar a morte e prometer vida eterna mesmo que não tenha eternidade depois. Mesmo que um dos dois sequer acredite em Deus.
Há gente que faz o contrário de Leonel. Mata o amor no momento em que ele nasce.
Pois não pensem que todos querem um amor grande. Reclamam, mas não querem. Há gente que diminui o amor de propósito para não sofrer com ele. Elabora uma versão para provar que ele não existiu. Deixam o amor escapar, sumir, desaparecer para não se atrapalhar.
Há gente que até se convence que aquele amor grande não era devidamente grande.
Há gente que pede um amor pequeno, doméstico, que não desestruture seus hábitos. Um amor anão de jardim, um amor de balcão, de pé, rápido. Um amor minúsculo, sem acento, que não rivalize o amor próprio. Que esteja próximo mas não fale alto, que esteja perto mas não influencie, que seja chamado quando se tem vontade e seja desfeito quando não serve mais.
O amor grande não traz uma felicidade constante - é a principal cilada -, traz uma felicidade irregular, intensa, atávica, que voa muito mais alto do que o conforto. Na estabilidade, é fácil sair da felicidade e da tristeza.
No amor, descobrimos o quanto podemos ser felizes, e incomoda ter que buscar mais felicidade. Descobrimos o quanto podemos também ser tristes, e incomoda que não sairemos da tristeza sem que o amor volte. Há gente que não tem esperança para se arrepender. Que sente ciúme de não ter sido assim antes e não se permite não ser mais como antes. Que vai terminar o amor para não se mostrar incompetente. Que prefere adiar o julgamento a se abrir para a verdade. Que não perdoa no momento de se perdoar. Um amor miúdo vai ao psiquiatra de manhã e termina a relação de noite. O amor grande termina com psiquiatra de manhã e se reconcilia à noite. Porque o amor grande é uma insanidade lúcida, nem os melhores amigos entendem, é detratar e se retratar com mais freqüência do que se gostaria.
Amor é o excesso de responsabilidade, de encargo, confiado a quem nos acompanha. Oferecemos o que não conseguimos alcançar. Sempre seremos menores do que ele, já que é o único que cresce na extinção. Minha mãe costuma dizer que casamos quando encontramos uma solidão maior do que a nossa - só assim saímos da própria solidão.
Há gente, sim, que muda de amor para não mudar de opinião, que muda de homem para não mudar sua rotina, que manda onde não vigora poder e dominação. Que culpa o amor por não dar conta dele, que ama já pedindo desculpa por não amar.
O amor grande não é um grande amor.
Há gente, eu conheço, que desperdiça a chance do amor grande porque há apenas uma chance para amar grande. Muitas chances dentro de uma chance. O resto são disfarces, suturas, apoios. Amor grande seria insuportável duas vezes nesta vida.
Ou a gente se apequena para receber esse amor ou permanece se engrandecendo para não aceitá-lo.
Telhados, ar condicionado, piso, rachaduras, ventiladores de teto.
Ele mora na mesma quadra e nunca demora a vir.
Enquanto cimentava a escada do pátio, Leonel levantava altivamente o rosto quando provocava a figura materna.
Atento, gargalhava a cada disparo de afeto.
Ao guardar a pá e o carrinho de mão, confessou: - Minha mãe morreu quando nasci. Vejo vocês e tenho saudade da saudade.
Partilho semelhante inveja.
Quando vou sozinho a um restaurante, não canso de espiar as conversas de casais. Eu me interesso pelos assuntos mais frívolos. Ponho a mão no queixo, o guardanapo nos joelhos e admiro o espetáculo da intimidade. O amor que pode ser amor ali, acontecendo em minha frente entre descrições de trabalho e confissões de meio-dia. O amor ali, camuflado e prosaico, mas devidamente forte para atravessar a morte e prometer vida eterna mesmo que não tenha eternidade depois. Mesmo que um dos dois sequer acredite em Deus.
Há gente que faz o contrário de Leonel. Mata o amor no momento em que ele nasce.
Pois não pensem que todos querem um amor grande. Reclamam, mas não querem. Há gente que diminui o amor de propósito para não sofrer com ele. Elabora uma versão para provar que ele não existiu. Deixam o amor escapar, sumir, desaparecer para não se atrapalhar.
Há gente que até se convence que aquele amor grande não era devidamente grande.
Há gente que pede um amor pequeno, doméstico, que não desestruture seus hábitos. Um amor anão de jardim, um amor de balcão, de pé, rápido. Um amor minúsculo, sem acento, que não rivalize o amor próprio. Que esteja próximo mas não fale alto, que esteja perto mas não influencie, que seja chamado quando se tem vontade e seja desfeito quando não serve mais.
O amor grande não traz uma felicidade constante - é a principal cilada -, traz uma felicidade irregular, intensa, atávica, que voa muito mais alto do que o conforto. Na estabilidade, é fácil sair da felicidade e da tristeza.
No amor, descobrimos o quanto podemos ser felizes, e incomoda ter que buscar mais felicidade. Descobrimos o quanto podemos também ser tristes, e incomoda que não sairemos da tristeza sem que o amor volte. Há gente que não tem esperança para se arrepender. Que sente ciúme de não ter sido assim antes e não se permite não ser mais como antes. Que vai terminar o amor para não se mostrar incompetente. Que prefere adiar o julgamento a se abrir para a verdade. Que não perdoa no momento de se perdoar. Um amor miúdo vai ao psiquiatra de manhã e termina a relação de noite. O amor grande termina com psiquiatra de manhã e se reconcilia à noite. Porque o amor grande é uma insanidade lúcida, nem os melhores amigos entendem, é detratar e se retratar com mais freqüência do que se gostaria.
Amor é o excesso de responsabilidade, de encargo, confiado a quem nos acompanha. Oferecemos o que não conseguimos alcançar. Sempre seremos menores do que ele, já que é o único que cresce na extinção. Minha mãe costuma dizer que casamos quando encontramos uma solidão maior do que a nossa - só assim saímos da própria solidão.
Há gente, sim, que muda de amor para não mudar de opinião, que muda de homem para não mudar sua rotina, que manda onde não vigora poder e dominação. Que culpa o amor por não dar conta dele, que ama já pedindo desculpa por não amar.
O amor grande não é um grande amor.
Há gente, eu conheço, que desperdiça a chance do amor grande porque há apenas uma chance para amar grande. Muitas chances dentro de uma chance. O resto são disfarces, suturas, apoios. Amor grande seria insuportável duas vezes nesta vida.
Ou a gente se apequena para receber esse amor ou permanece se engrandecendo para não aceitá-lo.
terça-feira, 17 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sumiço...
Sumi por uns dias.....
Eu tenho esse péssimo hábito!
Andava meio "sem tesão"... sabe como é?
Passei uns dias me dedicando totalemente ao trabalho, minha casa e meus filhos...
Estava vivendo uma "paixonite"... nada virtual!
Sabe quando a gente "cansa" dessa vida "digital"???
Queria "sentir" as pessoas...
Queria "viver" coisas (coisas que nem eu mesma sei exatamente o que eram)...
REsultado:
Senti falta dos computadores, dos blogs, dos teclados...... rsrsrs
e voltei!
Vou aproveitar essa minha "aventura longe do mundo virtual" para criar novos posts....
Pretendo comparecer todos os dias daqui pra frente! (A não ser que falte tesão de novo...)
Bjinhos!!!
P.S.: Ah... Assisti mtos filmes e fiquei apaixonada por um deles... vou compartilhar com vcs um video... Vale a pena assistir, viu... (Dreamgirls). Mas só quem curte musicais, se não... nem comece a ver! rs
...
Eu tenho esse péssimo hábito!
Andava meio "sem tesão"... sabe como é?
Passei uns dias me dedicando totalemente ao trabalho, minha casa e meus filhos...
Estava vivendo uma "paixonite"... nada virtual!
Sabe quando a gente "cansa" dessa vida "digital"???
Queria "sentir" as pessoas...
Queria "viver" coisas (coisas que nem eu mesma sei exatamente o que eram)...
REsultado:
Senti falta dos computadores, dos blogs, dos teclados...... rsrsrs
e voltei!
Vou aproveitar essa minha "aventura longe do mundo virtual" para criar novos posts....
Pretendo comparecer todos os dias daqui pra frente! (A não ser que falte tesão de novo...)
Bjinhos!!!
P.S.: Ah... Assisti mtos filmes e fiquei apaixonada por um deles... vou compartilhar com vcs um video... Vale a pena assistir, viu... (Dreamgirls). Mas só quem curte musicais, se não... nem comece a ver! rs
...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
"Ventríloquos" - by Mônica Montone
Às vezes tenho a sensação que uma palavra engole a outra como uma onda engole a outra dentro do mar.
Quando a espuma sobe, nunca sabemos se foi aquela ou a outra que nos fez rodopiar e salgar narinas.
Saudade pode ser ausência de si mesmo. Vergonha, orgulho ferido.Vontade, fome. Mau-humor, sono interrompido.
Mas esquisito, mesmo, é quando poça d’água vira lagoa.
Escritor não é mais quem escreve, mas quem vende livros. Vivo não é mais quem aspira e transpira, mas companhia de telefone. Rico não é quem conhece os próprios abismos, mas quem desfruta sem culpa de seu Visa.
Nosso cérebro de macaco levou centenas de anos para construir a complexa rede de sinapses que hoje nos permite falar, mas será que sabemos realmente falar? Ou somos apenas ventríloquos de ventos internos que desconhecemos?
Quando dizemos que estamos irritados, por exemplo, estamos irritados ou frustrados? Quando estamos frustrados, estamos frustrados ou nos sentindo inadequados?
O que em nós é palavra passível de tradução? Toda palavra, afinal, deve encerrar um significado em si mesma?
E mais, se o pensamento é filho da linguagem e não sabemos falar, então, não sabemos pensar?
Não sabemos falar porque não sabemos pensar, ou não sabemos pensar porque não sabemos falar?
É por essas e por outras que eu prefiro a canção que vaza dos olhos que não vejo quando intuo certas paisagens...
By Mônica Montone
..... ando sem inspiração, preciso resolver algumas situações inacabadas dentro de mim ....
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Quando a espuma sobe, nunca sabemos se foi aquela ou a outra que nos fez rodopiar e salgar narinas.
Saudade pode ser ausência de si mesmo. Vergonha, orgulho ferido.Vontade, fome. Mau-humor, sono interrompido.
Mas esquisito, mesmo, é quando poça d’água vira lagoa.
Escritor não é mais quem escreve, mas quem vende livros. Vivo não é mais quem aspira e transpira, mas companhia de telefone. Rico não é quem conhece os próprios abismos, mas quem desfruta sem culpa de seu Visa.
Nosso cérebro de macaco levou centenas de anos para construir a complexa rede de sinapses que hoje nos permite falar, mas será que sabemos realmente falar? Ou somos apenas ventríloquos de ventos internos que desconhecemos?
Quando dizemos que estamos irritados, por exemplo, estamos irritados ou frustrados? Quando estamos frustrados, estamos frustrados ou nos sentindo inadequados?
O que em nós é palavra passível de tradução? Toda palavra, afinal, deve encerrar um significado em si mesma?
E mais, se o pensamento é filho da linguagem e não sabemos falar, então, não sabemos pensar?
Não sabemos falar porque não sabemos pensar, ou não sabemos pensar porque não sabemos falar?
É por essas e por outras que eu prefiro a canção que vaza dos olhos que não vejo quando intuo certas paisagens...
By Mônica Montone
..... ando sem inspiração, preciso resolver algumas situações inacabadas dentro de mim ....
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