domingo, 17 de abril de 2011

IMPORTANTE...

Oi gente, bom dia!
Hoje eu preciso falar com vocês sobre um assunto muito sério e apresentar a todos uma iniciativa muito legal que foi divulgada pelo Twitter ontem a tarde.

Trata-se de uma iniciativa, a princípio, da Jornalista (sim, com "J" maiúsculo) Carol Almeida e do Daniel Ribeiro, diretor de curtas que super legais e que foram super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Os dois estão numa campanha que é pra mim, pra você, pros seus filhos, netos, família, cachorro, periquito e papagaio. É uma iniciativa muito séria e que deve (PRE-CI-SA) contar com a nossa colaboração. Por isso, mãos à obra!

Leiam abaixo o texto-manifesto da Carol e atendam ao simples pedido dela. Eu já atendi e você?
  

Sejamos Gays. Juntos.
Abril 12, 2011

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.


Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.


Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.


E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.


Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.


Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?


Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.


Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY


Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o email projetoeusougay@gmail.com
3) E só!
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.


A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.


Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.


As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.


Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.


— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —



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Enfim, esse é o apelo da Carol!
Eu achei lindo e super criativo. Quem quiser conferir o manifesto dela é só clicar aqui!
Participem, pois só assim você poderá se sentir mais humano e ativo diante de toda a crueldade que esse mundo presencia dia após dia.
Conto com vocês!




#EUSOUGAY

quarta-feira, 30 de março de 2011

amor X jogo

O amor não é um jogo, não pode e não deve ser um jogo. Jogos precisam de táticas, estratagemas, jogadas ensaiadas, blefes, artimanhas. No amor basta que sejamos nós mesmos, cara "limpa", peito aberto e uma vontade infinita de ser cada dia melhor, mais feliz...






by Giu

sábado, 12 de março de 2011

daqui 30 anos...

"Não foi à toa que Adélia Prado disse que "erótica é a alma".Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?"


*Rubem Alves

quinta-feira, 10 de março de 2011

Coisas da Clarissa...

O Amor é Poá


É impressionante: antes de amar temos a mania de idealizar o amor. Depois que conhecemos o amor as verdades aparecem, os castelos desmoronam, surgem novas construções. Insisto: amar se aprende amando. Construímos muitos sonhos, mas é no dia a dia que o amor se esconde. E se mostra. E renasce. E se renova.

Na teoria tudo é magia. Na prática, as cores se misturam. O amor é uma tela branca, vazia. Cada um coloca sua cor, seu jeito de pintar, seu tom. O amor é uma melodia. O amor é tanta coisa bonita. E incompleta.

Para mim, o amor é poá. Tenho certeza que você sabe o que é poá. Escolha uma cor. Lilás, pode ser? Então, o fundo é lilás e as bolinhas são brancas. Poá, lilás e branco. Que bonito, que delicado. O amor é o fundo, o lilás. Cada bolinha é uma palavra: convivência, companheirismo, afeto, delicadeza, respeito, paciência, admiração, carinho, tesão, intimidade, amizade, lealdade, sinceridade, fidelidade, e por aí vai. Cada um tem o seu amor, sua forma de amar, seu amor poá.

Eu sou tarada por poá branco e preto. Fundo preto, bolinhas brancas. Cada bolinha é um elemento, um tempero, uma parte do conjunto, uma peça, um passo, uma evolução, um aprendizado. Cada bolinha é um símbolo. Cada símbolo é uma conquista. Cada conquista é suada, batalhada. Porque o amor é não querer desistir, pelo contrário, é resistir, não arredar o pé, querer ficar, querer tentar. O amor é uma eterna tentativa. É a busca por mais uma bolinha. É querer preencher os espaços, o vazio, o fundo de uma só cor. O amor é poá. E a gente completa ele do jeito que quiser.



Clarissa Correa

quarta-feira, 9 de março de 2011

O DESPREZO DE UMA MULHER - Carpinejar

A mulher somente despreza quem ela amou demais. Não é qualquer homem que merece, não é qualquer pessoa. Pede uma longa história de convivência, tentativas e vindas, mutilações e desculpas. O desprezo surge após longo desespero. É quando o desespero cansa, quando a dúvida não reabre mais a ferida.

É possível desprezar pai e mãe, ex-esposa ou ex-marido, daquele que se esperava tanto. Não se pode sentir desprezo por um desconhecido, por um colega de trabalho, por um amigo recente. O desprezo demora toda a vida, é outra vida. É nossa incrível capacidade de transformar o ente familiar num sujeito anônimo.

Assim que se torna desprezo, é irreversível, não é uma opinião que se troca, um princípio que se aperfeiçoa. Incorpora-se ao nosso caráter.

Desprezo não recebe promoção, não decresce com o tempo. Não existe como convencer seu portador a largá-lo. Não é algo que dominamos, tampouco gera orgulho, nunca será um troféu que se põe na estante.

Desprezo é uma casa que não será novamente habitada. Uma casa em inventário. Uma casa que ocupa um espaço, mas não conta.

É a medida do que não foi feito, uma régua do deserto. A saudade mede a falta. O desprezo mede a ausência.

O desprezo não costuma acontecer na adolescência, fase em que nada realmente acaba e toda vela de aniversário ainda teima em acender. É reservado aos adultos, desconfio que deflagre a velhice; vem de um amor abandonado. Trata-se de um mergulho corajoso ao pântano de si, desaconselhável aos corações doces e puros, representa a mais aterrorizante e ameaçadora experiência.

Indica uma intimidade perdida, solitária, uma intimidade que se soltou da raiz do voo.

O desprezo é um ódio morto. É quando o ódio não é mais correspondido.

Não significa que se aceitou o passado, que se tolera o futuro; é uma desistência. Uma espécie de serenidade da indiferença. Não desencadeia retaliação, não se tem mais vontade de reclamar, não se tem mais gana para ofender. Supera a ideia de fim, é a abolição do início.

Não desejaria isso para nenhum homem. O desprezado é mais do que um fantasma. Não é que morreu, sequer nasceu; seu nascimento foi anulado, ele deixa de existir.

O desprezo é um amor além do amor, muito além do amor. Não há como voltar dele.

(CARPINEJAR)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Obrigada...

Há dez dias você trouxe de volta a alegria pra minha vida!

O que eu posso dizer, além de "muito obrigada"?

Esperar por você foi a decisão mais sábia que o meu coração e a minha razão tomaram.
Sei que o seu coração ainda está "se adaptando" a mim, mas só de saber que você me ESCOLHEU me deixa tão feliz, que vc não pode imaginar!

Sentir vc pertinho de mim de novo me traz sentimentos tão bons que eu não consigo descrever...

Não vou te fazer sofrer!
Meus dias agora são inteiros dedicados a fazer você feliz!

Quero viver intensamente cada segundo ao teu lado! Quero que vc se torne o homem mais feliz desse mundo... ao meu lado!
Ainda veremos juntos o sucesso chegar!

Obrigada...
por estar disposto a me amar e me fazer feliz!

Ainda é só o começo de uma longa jornada juntos!

Amo você mais e mais a cada dia!

;)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

e ele me faz tão bem...



Ele me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal
Perdida, sozinha
Errando de bar em bar
Procurando não achar

Ele demonstrou tanto prazer

De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem...

E ele me faz tão bem
E ele me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ele...